Rombo no INSS? As benesses da União dizem que não

In Destaques, Notícias 7 julho, 2017 11:53

Afinal, quem mente? Acelerar uma reforma previdenciária sem conhecer os números, sem torná-los transparentes, é uma atitude autoritária, digna dos piores Maduros. Ainda que concorde com a reforma, não é plausível aceitá-la sabendo que é a “reforma de uma só pessoa”. Somente o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA – a estudou e propôs. Pasmem, o INSS não participou da elaboração da proposta original reformista. Não somos contra a reforma, mas seria de bom alvitre que ela fosse soberanamente debatida no período eleitoral.

Nossa previdência é tripartite, mas apenas na lei, a prática é bem outra, somente os empregados e empresários a pagam, o governo não entra com um reles centavo. Esse é um dado apresentado até por ex-ministros da Previdência: os funcionários públicos são aposentados, todos os meses veem seu salário ser subtraído para a Previdência, mas o dinheiro não chega até ela. Desaparece na contabilidade “transparente”, uma semi-inutilidade para enganar incautos. Mas é pior que isso, as benesses dadas pelo governo dizem que dinheiro não faz falta.

As renegociações do governo dizem que não falta dinheiro para a Previdência

O governo já gastou com renegociações feitas para desafogar governadores, prefeitos e os refis de toda hora, mais do que economizará, caso consiga aprovar a reforma da previdência em dez anos. Somando-se a absurda liberação de dinheiro do BNDES para governadores e prefeitos, alongamentos de dívidas e edição de medida provisória para novo Refis, já foram disponibilizados R$769 bilhões. os bilhões gastos com parlamentares para aprovar a permanência de Temer no poder e para aprovar as reformas não estão sendo computados. Após as mudanças aceitas pelo Planalto no texto inicial da reforma previdenciária, a economia aos cofres públicos seria de R$600 bilhões nesse mesmo tempo. Vale ressaltar que essas renegociações com governadores e prefeitos são um copo de água com açúcar para quem está em coma. Não resolvem o problema dos concursos em profusão e das nomeações de comissionados para socorrer cabos eleitorais. Eles precisam enquadrar seus gastos no tamanho real de suas receitas.

Os planos de previdência privada

Sem debate e com números suspeitos, quem ganha realmente com a reforma da previdência são os planos privados de aposentadoria vendidos pelos bancos. A corrida ao ouro dos planos de previdência mostra que 13 milhões de brasileiros, por falta de perspectivas, já fugiram do INSS para os planos que acumulam ativos de quase R$700 bilhões, valor similar aos existentes nos fundos de pensões atualmente. Os recursos de ambos, próximos de R$1,4 trilhão, são utilizados pela política fiscal de todos os governantes.

Em nenhum país do mundo a estrutura da previdência está no Ministério da Fazenda e em nenhum país do mundo os recursos da previdência são utilizados como instrumento de política fiscal. São usados para pagar benefícios e não para facilitar a vida de governadores, prefeitos e empresários.

Por Mário Sérgio Lorenzetto, no Campo Grande News

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