Metrô e ônibus aderem à Greve Geral e vão parar por 24h no dia 28 em São Paulo

In Destaques, Notícias 24 abril, 2017 11:13

Fernando Borgonov, no portal CTB

Na manhã desta quinta-feira (20), na sede da UGT, foi realizada uma reunião entre as lideranças sindicais dos trabalhadores metroviários e motoristas de São Paulo. O encontro foi decisivo para impulsionar ainda mais a greve geral de 28 de abril, uma vez que as duas categorias, que transportam milhões de passageiros diariamente, resolveram aderir à paralisação e acertar estratégias comuns para a data.

Onofre Gonçalves, metroviário e presidente da CTB-SP, destacou que o ramo do transporte, ainda mais numa região metropolitana como a de São Paulo, é fundamental para a paralisação. “Vivemos um momento de ataques brutais, em que o governo quer destruir direitos e quebrar a espinha dorsal do movimento sindical. A adesão dessas duas categorias decisivas na vida da cidade, como na paralisação do dia 15 de março, coloca o movimento num patamar superior”.

Coordenador geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo ressaltou a unidade de sua categoria em torno da resistência às reformas de Temer. “Nossa diretoria é colegiada, mas está toda mobilizada para a greve. Se pararmos Metrô e ônibus, paramos a cidade. Devemos montar uma ação conjunta, procurar os ferroviários, participarmos das assembleias, mostrarmos que estamos unidos para construir um grande movimento”.

Dirigente da UGT, Canindé Pegado falou que a reunião tinha o objetivo de acertar as ações para “fazer o melhor movimento possível”, pois são categorias fundamentais para a existência de uma greve geral. Para Chiquinho dos Padeiros, também da central, estamos diante de “uma enorme oportunidade para um movimento nacional, pois são duas reformas (Trabalhista e Previdenciária) que mexem diretamente com os trabalhadores”.

Valdevan Noventa, presidente do Sindicato dos Motoristas, disse que o poder público procura chantagear com multas abusivas, mas que a categoria está decidida a parar. “Essa luta é de todos. Ou os trabalhadores se juntam agora e mostram força, ou o governo vai acabar com tudo, vai ser um retrocesso de mais de cem anos”, resumiu.

As lideranças ainda debateram um quadro promissor para a greve nas principais regiões do estado de São Paulo e estratégias de abordagem de parlamentares para impedir a votação do projeto de Reforma Trabalhista, que entrou em regime de urgência na Câmara.

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