Transferência de renda

Governo transforma a previdência social para encher o bolso dos patrões

In Destaques, Notícias 19 abril, 2017 11:24

Por Marcos Aurélio Ruy, do Portal CTB. Arte: Latuff

Ao analisar o seminário sobre a reforma da previdência ocorrida nesta terça-feira (18) na sede do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), em Brasília, a presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirma que fica claro a conotação de acabar com a previdência pública.

Ela explica que o seminário foi proposto pelas conselheiras que representam a sociedade civil no CNDM. “A apresentação dos representantes do governo repete a mesma retórica de sempre”.

Eles “alegam que a reforma é necessário devido ao déficit fiscal. Por isso, igualar a idade entre homens e mulheres seria fundamental. Além de equiparar com outros países para modernizar. Mas não falam nada sobre os direitos sociais e a inconstitucionalidade do projeto”, afirma Tavares.

Já para a coordenadora-geral da União Brasileira de Mulheres (UBM), Lúcia Rincon, o encontro mostrou mais uma vez a diferença de “quem busca as políticas públicas para a melhoria de vida da população e quem busca otimizar o capital financeiro, beneficiando os grandes empresários”.

Rincon conta ainda que o governo mostra desconhecimento da realidade brasileira. “O representante da Secretaria da Previdência insistiu em comparações impossíveis de serem feitas, porque eles têm legislações diferentes, mas também têm condições de vida e trabalho profundamente diferentes”, afirma.

Enquanto o representante do governo, Arnaldo Barbosa Lima, diz que “quem quer se aposentar ganhando mais, trabalha mais”. Ele também chama a argumentação contrária à reforma de muito “criativa” e “irresponsável”.

A presidenta da CTB-AM, no entanto, acentua a necessidade de se entender que existe na sociedade brasileira com muita discrepância entre homens e mulheres no mercado de trabalho, além da dupla jornada de trabalho.

“Vivemos numa sociedade com grandes diferenças entre ricos e pobres, homens e mulheres, negros e brancos”, acentua Rincon. “Há também muita discriminação com relação à orientação sexual das pessoas”.

Por isso, “é preciso que apontemos para a sociedade os equívocos quando dizem que a previdência dá prejuízo. Mais importante ainda é ter a clareza de que estão jogando o ônus da crise para a classe trabalhadora”.

Rincon garante ainda que “as mulheres têm uma sobrecarga de tensões em nosso cotidiano que dificulta a nossa realização plena na vida e no mundo do trabalho. Sobrecarga causada pelo excesso de tarefas que a sociedade nos impõe”.

 

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