Deputados da base governista: “não vamos ‘apanhar’ sozinhos no Congresso”

In Destaques, Notícias 20 fevereiro, 2017 17:36
caminho pec 287

Líderes da base do governo estão insatisfeitos com a defesa do “reforma” feita pelo Planalto e acham que aprovação da PEC 287 até junho não é “realista”

O jornal O Globo publicou hoje uma matéria na qual deputados da base do governo Temer afirmam que o cronograma do Executivo para aprovar a “reforma” da Previdência até junho não deve ser cumprido. De acordo com a matéria, líderes de partidos que estão entre os maiores da base, como PP, PR, e PSD, afirmam que a previsão não é realista, criticando ainda a comunicação oficial relativa à PEC 287. Sabem que as medidas propostas pelo Planalto vão prejudicar a população e não estão dispostos a “apanhar” sozinhos ao defendê-las.

Os parlamentares criticam a postura do ministro Eliseu Padilha em audiência pública promovida pela Comissão Especial na semana passada, quando o ministro se recusou a responder perguntas. “Pesa negativamente”, escreve o repórter de O Globo, “o fato de o ministro ter se aposentado aos 52 anos e não fazer um ‘ato simbólico’, como a devolução de sua aposentadoria, por exemplo.” Na sessão, essa foi uma das críticas feitas pelo deputado Alessandro Molon (REDE-RJ). “Não sei se é desrespeito ou covardia pelo fato de ter se aposentado aos 53 anos de idade. Ele deveria devolver o que recebeu dos cofres públicos se é imoral se aposentar com a idade com que ele se aposentou”, disse na ocasião.

Para o líder do DEM, Efraim Filho (PB), Padilha “passou a imagem de que o governo não está disposto a defender sua proposta e deixou essa tarefa nas mãos da base”. Efraim Filho também faz um alerta: “O governo tem de trabalhar menos com equação matemática e mais com a vida real. Previdência não são apenas números, mexer com aposentadoria é mexer com a vida das pessoas, e é preciso ter consciência disso e do impacto que causa nas famílias.”

Já o líder do PSD, Marcos Montes (MG), afirma que “não se marca data da votação de uma matéria como esta na comissão especial. A votação surge naturalmente, fruto da discussão. Tem que se esgotar, e não marcar com antecedência. Vamos fazer força para votar este semestre, mas não vamos atropelar. Se der, ótimo.” Na matéria, a saída para a situação vista pelos parlamentares é aprovar um ou dois pontos da proposta.

(Foto: ministro Eliseu Padilha, por Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)

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