Como se desmonta a previdência pública

In Destaques, Entenda, Notícias 13 fevereiro, 2017 18:41

Novo estudo demonstra: objetivo oculto da “reforma” do governo é inviabilizar a Seguridade Social brasileira, abrindo imenso mercado para bancos e seguradoras privados

[Leia a íntegra do documento aqui]

170213-PrevidênciaFoi lançado nesta segunda-feira (13) o estudo “Previdência: reforma para excluir?”. Elaborado por iniciativa da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos  Socioeconômicos (Dieese), o documento contou com a contribuição de diversos especialistas em proteção social e em mercado de trabalho, tendo a gestão executiva feita pela Plataforma Política Social, sob coordenação de Eduardo Fagnani.

Trata-se de um convite para um “debate amplo, plural e democrático sobre o tema”, segundo os autores. “Em função do caráter excludente das propostas de mudança, e para se evitar uma nova “tragédia anunciada” – como a crise do sistema prisional, por  exemplo, apontada dessa  forma por diversos  analistas  –, alerta-se que o infortúnio da desproteção social  pode estar começando a ser tecido agora. Nesse  sentido, as questões cruciais que deveriam orientar a reflexão da sociedade, dos  parlamentares, dos jornalistas e  do  movimento social devem ser: que país queremos e que país a reforma da Previdência projeta para meados do século 21?”, diz o texto.

O documento-síntese aborda o contexto mais amplo da Previdência e da Seguridade Social, abordando tópicos como a opção pela austeridade econômica e mostrando como essa escolha foi determinante para o agravamento da crise que o país vive hoje. Traz ainda reflexões a respeito do que considera premissas “questionáveis”, como o impacto da demografia nas finanças da Previdência e a existência de um “déficit” explosivo que estaria crescendo a cada ano.

Apresentando as linhas gerais da PEC 287 e seus efeitos negativos, o estudo faz uma análise crítica da proposta do governo, apontando para a restrição do direito à proteção na velhice. Ao fim, traz um alerta, apontando que é preciso preservar a previdência pública, hoje o principal mecanismo de proteção social brasileiro, propondo alternativas que podem assegurar o equilíbrio financeiro sem a retirada de direitos.

Você também pode ler!

“É nas ruas que a gente pode derrotar as reformas”, afirma Eduardo Mara

Membro da Direção Nacional da Consulta Popular fala sobre Plano Popular de Emergência. Ouça a entrevista Do Brasil de

Read More...

Requião quer referendo para revogar leis aprovadas sem autorização da população

Em participação na 19ª Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo, peemedebista destaca que o Congresso não tem legitimidade

Read More...

Previdência pode ser votada no mês que vem

Governo quer votar, mas oposição diz que não há voto suficientes para aprovar reforma. Da Agência Câmara, no Diário

Read More...

Responda:

Seu endereço de email não será publicado

Mobile Sliding Menu