Centrais voltam às ruas nesta terça, com ‘arraial’ contra reformas

In Agenda, Destaques, Notícias 20 junho, 2017 12:50

Atividades devem ser realizadas em todo o país. Em São Paulo, concentração será na Sé, no final da tarde. No Senado, projeto que altera legislação trabalhista deverá ser aprovado em comissão

Da RBA

As centrais sindicais voltam às ruas nesta terça-feira (20), em um dia nacional de mobilização contra as “reformas” trabalhista e da Previdência e contra a lei de terceirização irrestrita. O movimento é considerado um “esquenta” para o dia 30, data indicativa de greve geral que ainda pode mudar conforme a agenda do Congresso. Também amanhã, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado vota e deve aprovar o relatório sobre o projeto de lei sobre a legislação trabalhista (PLC 38), que em seguida irá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), último passo antes do plenário da Casa.

Atividades estão sendo programadas para todo o país, começando logo cedo com manifestações em aeroportos para pressionar parlamentares. Na cidade de São Paulo, a partir das 6h haverá panfletagem em algumas estações do metrô, e concentração às 10h na Praça do Patriarca, na região central, seguida de caminhada. As centrais fazem ato político a partir das 17h na Praça da Sé, também no centro, organizando em seguida um “arraial” contra as reformas, com shows musicais e outras apresentações.

Em Florianópolis, haverá ato às 16h30 diante da Catedral Metropolitana. Em Salvador, a programação inclui caminhadas pelas ruas do centro a partir das 15h, com concentração no bairro de Campo Grande. Estão previstas manifestações ainda em São Luís (Praça João Lisboa, às 16h) e Cuiabá (panfletagem pelo centro às 7h30). Porto Alegre terá mutirão às 5h no Aeroporto Internacional Salgado Filho e ato político às 17h30 no Largo Glênio Peres, centro da capital.

Na região do ABC paulista, os metalúrgicos farão assembleias em várias fábricas. Pela manhã, a mobilização ocorre na Ford, em São Bernardo, e na IGP, em Diadema. À tarde, estão programadas atividades na Volkswagen e na Delga, nos mesmos municípios.

Todos os atos integram o que as centrais chamam de “Junho de Lutas”, mês de mobilização contra ameaça de perda de direitos, na sequência de manifestações realizadas em março (8, 15 e 31), abril (greve geral do dia 28) e maio (marcha a Brasília no dia 24). “Um governo sem legitimidade e o Congresso envolvido em escândalos não têm nenhuma condição de dialogar com a classe trabalhadora, porque sabem que essa pauta de derrubada de direitos mínimos jamais seria aprovada pelo povo em eleições diretas”, afirma o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região participa das panfletagens desta terça-feira e da caminhada pelas ruas do centro velho paulistano a partir da Praça do Patriarca. A entidade começa também a realizar assembleias nos locais de trabalho para ouvir a categoria sobre a participação na greve geral. As assembleias se estenderão até a quarta-feira (21).

Também na quarta, à tarde, dirigentes das centrais sindicais vão se reunir em São Paulo para avaliar o movimento e preparar os próximos passos. Há um indicativo de greve geral para o próximo dia 30, mas a data ainda é avaliada e depende de decisões das categorias. No setor de transportes, por exemplo, os metroviários da capital paulista farão assembleia na quinta-feira (22) para discutir o assunto. Na tarde de hoje, várias categorias estão reunidas em plenária na sede do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, na região central.

No Senado, com maioria governista, a CAS deverá aprovar o “relatório” de Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que a exemplo da Comissão de Assuntos Econômicos desconsiderou duas centenas de emendas e apenas “recomendou” vetos presidenciais. Paulo Paim (PT-RS), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice da Mata (PSB-BA) apresentaram votos em separado. A reunião desta terça começa às 10h.

Na terça da semana passada (13), o presidente da UGT, Ricardo Patah, reuniu-se com Michel Temer – que viajou hoje para a Rússia – “para pleitear que os possíveis efeitos negativos da reforma trabalhista possam ser amenizados por meio de medida provisória”. Algumas centrais defendem a retirada dos projetos, incluindo o da Previdência.

Congressos
A Nova Central realizará seu congresso de segunda a quarta da semana que vem (26 a 28), em Brasília. De 24 a 26 de agosto, será a vez da CTB organizar o quarto congresso, em Salvador. Na sequência, de 28 a 31, a CUT fará congresso extraordinário. Na semana passada, a Força Sindical fez o oitavo congresso nacional.

Com informações das centrais sindicais e dos sindicatos.

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