Centrais sindicais fazem ato contra reformas da Previdência e trabalhista em Porto Alegre

In Destaques, Notícias 20 fevereiro, 2017 11:13
ato contra reformas aconteceu no aeroporto salgado filho, de porto alegre

Manifestação realizada por quatro centrais aconteceu no aeroporto Salgado Filho. Objetivo foi pressionar deputados federais gaúchos para se posicionarem contra as propostas enviadas pelo governo Temer à Câmara

Por Sul21

Representantes de quatro centrais sindicais do Rio Grande do Sul promoveram, a partir das 5h desta segunda-feira (20), uma manifestação contra as reformas da Previdência e trabalhista no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre. O horário foi escolhido por se tratar do momento em que vários parlamentares gaúchos retornam à Brasília para o início da semana legislativa. Com faixas, adesivos e cartazes “pirulitos”, com fotos dos deputados e senadores que compõe a base do governo Temer, eles também distribuíram jornais e panfletos com mensagens sobre as reformas aos demais passageiros que utilizaram o aeroporto nesta manhã.

“Observamos uma boa aceitação do jornal e recebemos várias manifestações de apoio à nossa luta contra a reforma da Previdência”, disse o secretário de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RS), Antonio Güntzel. “Essa reforma representa o fim da aposentadoria, pois, se for aprovada, quase ninguém mais conseguirá se aposentar. Não é possível trabalhar até morrer ou morrer trabalhando”, complementou.

Güntzel disse ainda que é as centrais devem realizar mais panfletagens e manifestações para “esclarecer a sociedade sobre a perversidade das reformas do governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB), pressionar os deputados e senadores da base de Temer para que votem contra essas propostas e construir uma greve geral para defender os direitos tão duramente conquistados pela classe trabalhadora”.

Já a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS) entregou panfletos com números que desmentiriam o chamado déficit da Previdência, como alega o governo federal. Segundo os dados da ANFIP (Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil), apresentados no material, em 2015, os gastos com a Seguridade Social foram de R$ 683 bilhões, enquanto as receitas somaram R$ 694 bilhões. O resultado assim foi positivo de R$ 11 bilhões.

Para a CTB-RS, o que geraria o alegado déficit seriam as desonerações e renúncias fiscais, que somaram R$ 142,9 bilhões, além da sonegação (R$ 460 bilhões) e a desvinculação de receitas da união (DRU – R$ 63 bilhões). A central ainda pondera que o maior impacto sobre os gastos da União está longe de ser a Previdência, como defende o governo, mas sim o pagamento da amortização e do serviço da dívida pública, que comprometeram, em 2015, 45% do orçamento e R$ 978 bilhões.

Também participaram do ato dirigentes da UGT e da Nova Central.

A luta contra as reformas voltará a ser discutida nesta terça-feira (21), em plenária a ser realizada no auditório do CPERS, no Centro de Porto Alegre, às 9h. O objetivo é definir estratégias para a continuidade da mobilização contra estas pautas. “Estamos organizando comitês sindicais e populares nos municípios do Estado, a fim de despertar o conjunto da sociedade para a crueldade das reformas de Temer que, além de retirar direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, visam fazer o trabalhador pagar o pato, enquanto o dinheiro da nação continua enriquecendo o rentismo, o capital financeiro e os grandes empresários”, disse o dirigente da CUT-RS.

Foto: Divulgação/CTB-RS

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