PMDB indica “defensor solitário” de Cunha para presidência da comissão da “reforma” da Previdência

In Destaques, Notícias 6 fevereiro, 2017 16:27
carlos marun comissao especial da pec 287

Membro da bancada ruralista, Carlos Marun (PMDB-MS) se notabilizou por ser o único parlamentar a discursar em defesa do ex-deputado Eduardo Cunha na sessão que determinou sua cassação

Nesta segunda-feira (6), a liderança do PMDB indicou Carlos Marun (PMDB-MS) para a presidência da comissão especial que vai discutir a proposta de “reforma” da Previdência do governo Temer. O ato de criação da comissão deve ir a plenário nesta terça (7) e a partir daí os partidos poderão indicar os seus integrantes.

Na semana passada, estava acertada a indicação do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), mas, de acordo com informações do portal G1, o peemedebista abriu mão da função para ser relator de um projeto que vai tratar do pacto federativo. “A reforma trabalhista e a Previdência são pautas do Executivo que a Câmara vai ajudar, mas o pacto federativo é uma pauta da própria Câmara, mais institucional, que o [presidente] Rodrigo [Maia] colocou como prioridade durante a campanha dele [à reeleição] e no discurso de vitória e que chegamos ao entendimento que seria um espaço melhor”, justificou Zveiter ao Valor Econômico. A relatoria da comissão que vai analisar a PEC 287, de acordo com acerto entre partidos, deve ficar a cargo do deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Carlos Marun foi um dos mais ativos membros da tropa de choque do ex-presidente da Câmara e ex-deputado Eduardo Cunha. Na sessão que determinou a cassação do parlamentar, no dia 12 de setembro do ano passado, foi o único deputado a discursar em seu favor. Pediu a palavra em sete ocasiões antes da votação que teve apenas 10 votos contrários à perda de mandato do antes todo-poderoso peemedebista.

Na ocasião, para defender Cunha usou argumentos prosaicos como: “Dizem que a mulher dele (Cunha) gastou com coisas caras. Ora, vamos então botar no regimento que esposas de deputados não podem comprar coisas caras”. Sustentou ainda, em relação ao ex-chefe, que “truste não é conta bancária” e “Ele não mentiu, apenas omitiu”.

Em 30 de dezembro, Marun, que também é membro da bancada ruralista, usou dinheiro público, saído da cota para exercício de atividade parlamentar, para visitar Cunha no Complexo Médico-Penal de Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Após descoberto o caso, o deputado disse ter havido um “erro” de seu gabinete, dizendo que ira assumir os gastos em hospedagem e passagem aérea de R$ 1.242,62.

Foto: Agência Câmara

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