Aumento de impostos pode piorar cenário de demissões em massa

In Destaques, Notícias 26 julho, 2017 11:33
Fila de desempregados em São Paulo
Fila de desempregados em São Paulo – César Itiberê/ Fotos Públicas

De outro lado, os trabalhadores continuam a ser os mais penalizados com demissões em massa e com o aumento do custo de vida, afirmou o sindicalista.

O silêncio que imperava na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Confederação Nacional da Indústria (CNI) foi quebrado nesta sexta-feira (14). Na opinião das entidades que representam o empresariado, “o aumento dos impostos eleva o custo das empresas” e “não resolve a crise”.

Adilson definiu a política econômica do atual governo como um disco arranhado. “Por mais que mexa a gente não vê sinalização suficiente capaz de apresentar saída para a crise de graves precedentes. O governo tem demonstrado sinais que não tem condição nenhuma para alavancar a economia”, declarou ao Portal Vermelho.

Demissão em massa

Segundo ele, o que espera o trabalhador é demissão em massa. “Aumento do custo de vida, aumento do desemprego. São mais de uma dezena de empresas que anunciaram pacote de demissão voluntária. O governo anuncia uma política de contingenciamento que vai agravar esse cenário”.

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), ainda que preocupada com o próprio bolso, confirma a previsão de Adilson. De acordo com nota da entidade patronal, 2017 registrará um recorde de fechamento de empresas no RJ e no Brasil.

“Na prática, isso significa que novos aumentos de impostos podem resultar em queda, e não em aumento da arrecadação, simplesmente porque o próprio fisco está expulsando os contribuintes da base de arrecadação tributária”, avalia texto da nota.

Empresas fechando significa aumento nas estatísticas do desemprego que no trimestre encerrado no mês de maio registrou 14 milhões de desempregados. São dois milhões e 300 mil desempregados a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

Política econômica fracassada

Clemente Ganz, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), que o aumento de imposto e os cortes adotados por Temer são resultado de uma dinâmica econômica que está corroendo as finanças do estado.

“A opção do governo de enfrentar a crise econômica foi aprofundar a crise econômica”, enfatizou Clemente. “O que vemos é uma radicalização no ajuste fiscal, na desnacionalização da economia. O corte nos investimentos tem aprofundado a dinâmica recessiva e não contribuem para a retomada do crescimento”.

Adilson reforçou que a política econômica do governo não encontrou o caminho e, ao contrário do que propagam, não há interesse em encontrar saídas para retomar o crescimento e gerar empregos.

“A primeira opção foi congelar os investimentos públicos. Como o pais vai conseguir retomar a economia se o governo renega o seu papel de indutor”, questionou o presidente da CTB. “Sem uma contraposição efetiva não vamos conseguir tirar o pais desse mar de lama. Nós temos que resistir, não temos outro caminho senão mobilizar”, finalizou.

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